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Há mais de 45 anos crescendo e fazendo amigos pelo Bazar
Contar a história do Bazar desde o seu começo é viajar para uma época muito especial. É voltar a um passado quase mágico, em que os horizontes eram livres - um tempo em que tudo estava por fazer, por criar, por acontecer.
Hoje, cerca de 45 anos nos separam do início da trajetória da empresa: uma história ponteada de lições de amizade, de trabalho e muitas, mas muitas emoções.
Trata-se, sobretudo, da saga dos Zangirolami, um clã de Olímpia, no interior de São Paulo, que soube e continua sabendo respeitar o verdadeiro sentido da palavra família. Mas 'família', para eles, não é apenas aquela estrutura tradicional, composta por avós, pais e netos, tios, sobrinhos e primos. Para um Zangirolami, ela é também composta de fornecedores, clientes, consumidores, enfim por toda uma gama de amigos sinceros, com os quais, a cada dia, há quase cinco décadas, o Bazar faz questão de estreitar sempre, e cada vez mais, seus fortes laços de relacionamento.
AUGUSTO E ROMILDA
A rigor, porém, a história do Bazar tem muito mais do que meio século. Na verdade ela começa no final dos anos 20, quando um sentimento muito especial uniu para sempre os então jovens Augusto Zangirolami e Romilda Minari Zangirolami. Gente simples, da roça, mas movida por um ideal, um forte ideal de - com trabalho honesto - crescer na vida.
Os dois se casaram em Olímpia em dezembro de 1931. Depois de uma breve temporada trabalhando na fazenda junto com seus pais, Augusto resolveu tentar a vida como servente de pedreiro na cidade. Pouco tempo depois, é chamado para trabalhar como motorista e, sempre auxiliado por Romilda, consegue amealhar algumas economias e compra uma pequena casa na Rua São João, no centro da cidade.
Nesse meio tempo, em 1932, nasce Eurides, o primeiro filho do casal. As necessidades da casa então, se ampliam. Por essa razão, Augusto e Romilda resolvem abrir um pequeno bar na frente da casa onde moram: O Bar São João, também conhecido como Bar do Pau do Meio, graças à existência de uma coluna de sustentação de madeira, existente bem no meio da edificação.Em 1934, nasce o segundo filho, Wilson.
Em 1937, sua irmã Sílvia e, finalmente, em 1939, o caçula da família, Ivo Zangirolami. No ano seguinte, como resultado de sua luta, Augusto compra um automóvel Ford, modelo 1936 e torna-se motorista de praça. Enquanto isso, Romilda, decidida a mudar de vida, resolve mudar de atividade: liquida o barzinho e, em seu lugar, abre o Bazar São João, para vender roupas feitas e artigos de armarinho...
Família que trabalha unida prospera unida. Como bons descendentes de italiano, Augusto e Romilda acreditavam firmemente nisso, assim como na proposta de se envolver com as lides diárias do comércio o mais cedo possível. E assim, acontece: um a um, todos os quatro aprendem logo o trabalho e começam a ajudar os pais.
O INÍCIO
Cada vez mais compenetrados em suas funções, todos eles procuraram sempre - e cada vez mais - desenvolver-se em suas atividades. Sua vontade de vencer é tão grande, que o Bazar São João já não pode mais contê-la.
Surge, então, a grande oportunidade - o divisor de águas-, que iria mudar para sempre a vida da família. Ali na mesma rua São João, Luís Mascatti resolve vender seu estabelecimento, onde vendia artigos de enxoval. Sabendo da decisão do proprietário, Wilson conversa com o seu pai e, juntos, resolvem adquirir a loja. Corria o ano de 1955. E a partir daí que os Zangirolami ficaram donos do Bazar das Noivas, o pequeno comércio, que iria se transformar na grande empresa que é hoje.
Pouco tempo depois, relembra Wilson, "resolvemos transferir o Bazar das Noivas para outra loja maior, ali mesmo na rua São João, porém mais próxima ao centro da cidade." O estoque que tínhamos era muito pequeno, tanto que colocamos um monte de caixas vazias e panos nas prateleiras para dar uma disfarçada. Foi um início do começo meio difícil, é verdade, mas valeu o esforço", brinca ele. E foi, também, nesse espaço, que cerca de um ano depois, o Bazar das Noivas começou a descobrir sua verdadeira vocação: a distribuição.
CONQUISTA DO BRASIL
Tudo aconteceu por meio do acaso. Precisando pagar algumas dívidas mais urgentes, Wilson e o pai saíram à busca de fregueses nas cidades próximas a Olímpia.
Linhas, botões, zíperes e outras miudezas lotavam o velho Ford 36 de Augusto no início de cada viagem, para voltar cada vez mais vazio no final.
Sabendo do sucesso dos Zangirolami, certo dia nos idos de 1962, um vendedor da Johnson & Johnson, propôs-lhe uma parceria inusitada: a distribuição dos produtos da marca naquela região. A princípio, o investimento exigido para iniciar o negócio - de 50 mil réis - parecia inatingível. Porém, tratava-se de uma proposta irresistível e, logo, algodão, compressa de gazes e emplastos Sabiá, entre tantos outros itens da Johnson começaram a fazer companhia aos botões e linhas de Augusto e seus filhos Wilson, Eurides e Ivo transportavam - agora em um caminhão Ford 3/4 - para rincões cada vez mais distantes no interior do país. E sempre tendo Romilda e Sílvia na segura retaguarda em Olímpia.
Mato Grosso, Goiás, Pará, Acre, Rondônia... Uma a um, todos estes estados foram se rendendo à força crescente da distribuição do Bazar, que passou também a comercializar outras marca, além da Johnson. E em cada parada, em cada cidade, os Zangirolami, com seu jeito simples e cordial, iam fazendo clientes e verdadeiras multidões de amigos.
Para otimizar sua capacidade de venda, a família resolveu chamar mais gente para ajudar. Começaram, então, a surgir os representantes locais do Bazar da Noivas. Os primeiros em Mato Grosso, depois Goiás, Minas Gerai, e, por fim, em todos os lugares onde a empresa havia lançado suas sementes.
Os confins de localidades no interior do Maranhão, Piauí, Ceará, Pará, Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia passaram a ser os limites - sempre expandidos - dos caminhões do Bazar das Noivas. E foi mais ou menos assim, que a empresa se solidificou, redescobriu e conquistou o Brasil.
HORA DE PROFISSIONALIZAR
Chegou um momento, porém (e ele sempre chega nas empresas familiares), em que o Bazar precisou repensar suas metas e planejar o futuro. 1992 foi o ano que marcou tal reflexão. Alguns indícios - como queda acentuada nas vendas de alguns itens (como os fármacos, por exemplo), em função dos sucessivos choques econômicos - fizeram a companhia antever sérias dificuldades que se tornariam intransponíveis, caso não houvesse uma mudança em sua conduta empresarial.
Para evitar o fenômeno que em Administração é conhecido como "miopia interna" (isto é, a dificuldade natural que os dirigentes têm, após muitos anos no comando de suas empresas, de enxergar as verdadeiras raízes de seus problemas), o Bazar resolveu reagir. E o fez injetando "sangue novo" em sua diretoria, com a contratação do engenheiro Aldo Sugimoto, para ajudá-lo a diferenciar novamente o seu perfil.
Com Aldo integrado à família do Bazar, juntos, os Zangirolami tomaram uma série de medidas, visando à redução dos custos operacionais da companhia e à otimização de seus negócios. Uma das mais representativas foi a opção de atuar em dois segmentos exclusivos a partir de então: o de perfumaria e o de calçados.
A "vacina" funcionou perfeitamente. E, hoje, mais fortalecidos do que nunca, o Bazar vê que tomou a decisão certa, no momento certo.
AMIGOS ACIMA DE TUDO
A geração dos fundadores Augusto e Romilda se multiplicou e, atualmente, seus filhos e netos participam ativamente, em diversos níveis, na condução dos negócios do Bazar.
Por meio de uma equipe de mais de 270 representantes, o Bazar se faz presente em vários estados brasileiros, distribuindo mais de 4.000 itens de marcas tradicionais.
Para tanto, ele conta com uma enorme frota das mais diversas capacidades de carga, para atingir com rapidez todos os cantos desse país-continente, chamado Brasil.
Além de todos esses itens, o Bazar conta, ainda, com sua marca própria de cosméticos - a Olimpiah. Como primeiros lançamentos, e já vem abastecendo o mercado sua diferenciada linha de shampoos e condicionadores Silliax Extra Care. e, em breve, a família Olimpiah deverá ser ampliada com o lançamento de novos produtos, como cosméticos de alta qualidade para o tratamento de pele.
O que vale é que cada cliente e cada fornecedor do Bazar é um amigo. E para atender a um amigo, a empresa não hesita em mandar seus caminhões viajar milhares de quilômetros, por estradas e, às vezes, navegando até dez dias sobre balsas, em rios da Amazônia,a fim de entregar sua carga a um ansioso proprietário de um estabelecimento ribeirinho.
Para o Bazar e para os Zangirolami, amizade não tem preço ou distância. O que vale, de verdade, é o prazer de servir. Sempre foi assim, e sempre continuará sendo.
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